Okey eu prometi dois meses mas acabei demorando um pouco mais, mas não chegou a um mês então to perdoada?
Não consegui ainda fazer o trailer book, isso se deve a minha falta de talento pra mexer no movie maker, então por favor tenham paciencia com a noob aqui!^^
Espero que daqui a 2 meses eu ja tenha acabado de escrever o capitulo 4, por que agora acabou os caps que eu ja tinha pronto, o 4 ta pela metade, eu até sei como se desenrola a estória, mas a preguicite é tensa, e como eu to escrevendo outra coisa junto fica dificil… =/
Sinopse :
“Em uma europa no inicio da idade media, enquanto ainda a ecos do imperio romano. Uma mulher tenta passar desapercebida entre os servos de um feudo. Mas seus cinco anos de paz estão prestes a acabar, quando o mal começa a espreita-la e uma fuga bem planejada se pões em marcha.
Desta vez ela não podera se esconder mais. Seu legado a clama e o retorno a seu antigo lar é inevitavel.”
“A Rainha Bruxa – A Ascensão. de Rafaela BlackYue”
Deixo com você o Capitulo 3!
- E então? O homem de capuz negro perguntou ao outro que estava agachado perto das cinzas do que outra hora havia sido um pequeno chalé na orla da floresta que flanqueava o muro oeste da fortificação do pequeno feudo
- Nada… O homem agachado de capuz cinza respondeu. – A desgraçada fez com que o fogo tornasse tudo em pó, não sobrou nada para os parvos sentirem o cheiro.
- Vadia! Exclamou o homem de capuz preto, Fazendo o homem de capuz cinza soltar uma risada enfadonha e perguntar:
- Tecnicamente é meio impossível ela ser vadia não?
O homem de capuz negro bufou de raiva e em um tom seco e baixo respondeu:
- Vadia, será o mínimo que ela se tornará quando nós a encontrarmos, ela implorará para ser usada a exaustão e finalmente aprenderá que o lugar das mulheres e a mercê dos homens, apenas existindo para saciar seus desejos e procriar. E não ser detentoras de tanto poder!
- Calma irmão! O dia da megera chegara! E a raça dos bruxos aprenderá que suas amadas mulheres não são tão poderosas quanto elas ostentam! Disse o homem de capuz cinza tentando acalmar o homem de preto que tremia de raiva.
- A final foi por isso que demos as costas ao nosso povo e adentramos a fila dos Necremoncers não?
O dia já estava amanhecendo novamente, fazia basicamente três dias que eu não dormia ou ao menos parava para descansar. Alva e Lupin insistiam que eu ao menos me alimentasse mas eu não tinha tempo. Eu sentia o calafrio na minha nuca ainda persistente. Estavam em meu encalço, de alguma maneira. Mesmo eu sabendo que havia apagado meus rastros e deixado nenhuma pista de minha existência para traz, de alguma maneira eles haviam encontrado um jeito de me rastrear. E eu não tinha idéia de como.
Parecia que os Necromancers haviam aprendido truques novos nestes cinco anos de silencio.
Antes dos céus começarem a ficar de um tom azulado eu havia chegado ao final de uma cadeia de montanhas, que eu havia costeado dês que havia deixado à margem do rio.
Eu conhecia aquela cordilheira, mas ela não era uma das antigas, ela era curta e como eu me lembrava terminava em uma planície que se seguia por muitos quilômetros. Mas o que eu não me lembrava, era de um Vilarejo que havia se formado não muito longe da encosta da montanha. Tão perto que eu pude divisar no horizonte os lampiões que iluminavam a pequena vila durante a noite tardia. Desde então eu me rumava ao vilarejo com o intuito de me desfazer da única carga sobressalente que tinha. Tava na hora de vender aquele vestido pesado e comprar um bendito cavalo.
O sol já estava alto quando cheguei aos portões da vila. Os soldados que montavam guarda haviam me avistado a algumas jardas de distancia e se mantinham apostos a minha chegada. Não havia muitos vilões ou burgueses a vista o que era estranho para aquela hora da manha, se era uma vila deveria ter um posto de entre trocas ou ao menus uma feira pois era para isso que as vilas e os burgos serviam, abrigar os servos e artesões livres e ser mercado para as trocas. O que faria ter um transito considerável no portão de entrada da vila. Mas não era o que acontecia.
- Saudações peregrino. O soldado de altura mediana e um pouco gordo demais para a armadura carcomida que vestia exclamou, fazendo que a frase amistosa servisse pra que eu parasse o progresso de minha caminhada.
- Bom dia bom senhor. Eu exclamei do jeito mais masculino que eu podia.
Em cinco anos tentando ser o mais feminina o possível para passar desapercebida entre outras burguesas que viviam perto do feudo, enferrujou o meu jeito verdadeiro de ser, mais matreiro e rústico. Sem tantas churumelas como as donzelas do povo sem magia pareciam que a cada ano que passava acrescentava mais a sua índole.
Passar-me por um homem seria mais fácil para disfarçar minha altura que era realmente estranha para uma mulher ao menos para as mulheres sem magia. E poderia explicar a quantidade de armas que eu carregava. As quais uma mulher não bruxa não conseguiria erguer um centímetro do chão.
- O que trás o viajante as bandas de Clairière dela Montagne? Perguntou o segundo guarda que era ainda mais baixo, mas tão magro que sobrava armadura pra pouco homem e sua cara amassada por dormir em serviço não ajudava muito no conjunto da obra.
- Estou de passagem, apenas procuro por um refresco e descanso temporário, alem de adquirir novos suprimentos.
Os dois guardas se olharam por um momento e depois o mais baixinho que por incrível que pareça parecia ser o de patente mais alta me questionou novamente:
- O senhor carrega alguma arma consigo? Perguntou o homem que segurava sua lança mais firmemente com as duas mãos, como se fazendo isso de alguma maneira se protegeria mais de mim. Eu quase ri se não fosse uma situação um pouco perigosa e lastimável… Aquele vilarejo só tinha isso para lhe guardar as costas?
- Obvio que sim. Eu respondi em tom ameno. – É impossível fazer uma carreira tão longa quanto essa sem estar protegido, há séculos não temos, mais a proteção da legião romana. Eu terminei e percebi que os dois homens estremeceram ao eu falar sobre a legião.
- Realmente eram bons tempos aqueles, os bárbaros não nos invadiam com tanta freqüência e a vida não era tão imprevisível. Disse o mais alto e gordo. – Ao menos era o que o avô de meu pai dizia. Completou o gordo e eu concordei. – O meu também…
Mas no meu caso era o meu pai mesmo que havia vivido naquela época.
Eles me deixaram passar depois de me fazer uma pequena revista e ver as armas que carregava. Eles ficaram deslumbrados com a beleza de minha claymore e de minha adaga e da brutalidade de meu gládio e só pediram que enquanto eu permanecesse na vila não desembainhasse nenhuma delas em hipótese alguma. Que se houvesse alguma perturbação que clamasse pelos guardas e não interferisse
Eles me deram as direções para a única taverna do lugar que ficava do outro lado da vila perto do portão leste da vila.
Sabe depois de anos vagando tanto pelo ex império bizantino quanto pelo ex império ocidental eu cada vez ficava mais enfadada pela pouca criatividade dos taberneiros para nomear seus negócios. Nesta vila não seria diferente.
Lion olho torto era o nome do maldito lugar. E as condições não ficavam muito longe do nome sem criatividade. Havia um único balcão de madeira bruta. Aonde uma mulher, (o que eu achei incrivelmente curioso, mas só o gênero me deixou curiosa), de uma aparência que havia sido gasta durante séculos e que realmente extrapolava na banha de porco no jantar. Inclinava-se sobre ele passando um pano tão sujo quanto seus dentes amarelados.
Meu estomago que há dias não sabia o que era comida deu uma cambalhota de puro nojo.
E tentei me convencer que o malte que iria pedir era forte suficiente para matar qualquer coisa ruim que a sujeira da mulher poderia me trazer.
- Bom dia jovem mestre! Disse à mulher que mesmo sendo a visão do inferno e todas suas subdivisões, tinha olhos tão verdes quanto uma esmeralda e uma voz que não combinava nem um pouco com a aparência que eu via. Isso me deixou um pouco tonta, o que me fez demorar a responder enquanto sentava a uma mesa não muito longe do balcão, mesa que eu só percebi que existia depois de quase me estatelar no chão por causa dela. O que fez vários homens que estavam sentados em outras mesas parecidas com a que acabara de ocupar, darem risinhos abafados com minha falta de jeito.
Foi pelos risinhos que eu finalmente olhei direito ao meu redor, por que afinal a visão da mulher tinha me deixado desatenta e eu senti Alva me puxar à orelha mentalmente por causa disso.
Havia muitas mesas e realmente muitos homens. Todos depois da minha pequena distração voltaram aos seus afazeres que na maioria consistia a beber o liquido de suas canecas. O lugar era bem escuro, pois todas as janelas estavam fechadas. A única luz que existia era a que vinha da porta escancarada que dava para a rua.
Eu não vi a aproximação dela, mas quando vi seu corpo enorme levei um susto.
- Senhor? O senhor vai querer algo? Perguntou a mulher novamente, o que me fez perceber o quanto eu estava distraída desde que havia entrado ali, normalmente eu não era assim.
- Ah! Sim! Eu exclamei afoita e novamente fez com que algumas cabeças virassem pra mim, ainda bem que minha voz não era tão fina ou delicada quanto das donzelas normais, e meu jeito de ser fazia realmente eu parecer um homem jovem na casa dos vinte anos.
A mulher me olhava atenta e por vários momentos tentou olhar diretamente nos meus olhos, algo que eu realmente não gostei. Olhar assim nos olhos, era um costume de meu povo, mas nós só fazíamos entre nós e com quem mais confiávamos, por que deixar que alguém olhasse diretamente as janelas de sua alma era um voto de confiança. Em tão com outras pessoas dificilmente eu trocava olhares assim. E a insistência da mulher me pos inquieta. Mas eu queria vender aquele maldito vestido e se ela era mulher saberia aonde eu poderia vendê-lo ao menos. Por que ela comprar? Tinha boa idéia que meu vestido não passaria nem pelas panturrilhas da mulher.
Eu tinha poucas moedas de cobre que me pagariam um belo gole de maltado.
Moeda naqueles tempos era muitas vezes mais apreciado que uma mercadoria que poderia ser comprado com ela, desde que o império caiu, ninguém mais as fabricava, e os senhores de feudo que as detinha as guardavam a sete chaves. O que vez o mercado entre a maioria dos feudos e entre os homens livres se tornar de simples troca, escambo. Dois sacos de arroz por uma peça de linho, Três de farinha moída por um pente de madeira e por ai ia.
Eu pedi a bebida e esperei que a mulher me trouxesse. Enquanto percebia pelos olhos de Alva e Lupin as redondezas ao redor da Vila. Parecia que tudo estava realmente calmo e como sempre os animais menores fugiam de seus predadores naturais.
Eu estava perdida em minha conversa mental com Alva que planejava o que iria fazer enquanto eu estava ocupada, quando uma mulher sentou em minha mesa a minha frente. Ela estava com um copo em mão e o depositou em minha frente.
Eu fiquei meia sem entender, por que ela não era a mesma mulher de até uns minutos atrás e até procurei pela outra para ver se ela havia mandado essa para me servir. Mas para minha surpresa não a encontrei.
A que estava a minha frente mantinha os olhos grudados em mim e me surpreendi novamente encontrando o mesmo par de olhos verdes da mulher gorda, nesta versão que parecia ser mais jovem, menus gorda e de uma aparência mais limpa. Mas ainda não era de todo agradável.
- O que trás o jovem mestre a tão humilde vilarejo no recanto destas montanhas? Perguntou a mulher com a mesma voz melodiosa da antecessora, o que finalmente me deixou apreensiva.
- Estou só de passagem e quero negociar um artigo que esta me sendo um estorvo.
Não tinha o porquê mentir e falando a verdade poderia abrir portas para tentar entender o que eu estava vendo a minha frente. Por que de uma coisa eu tinha certeza, não havia sido a má luz que tinha me mostrado uma mulher asquerosa quando eu entrei no recinto insólito e com certeza eu estava a falar com a mesma mulher de antes.
- E o que seria este artigo jovem mestre? Ou o senhor não pode me informar? Disse a mulher com olhos astutos e com um canto da boca curvado, se a mulher não fosse tão feia pensaria que ela estava flertando comigo, o que fez meu estomago dar outra cambalhota. Fazendo-me tomar um gole da bebida que ela me havia entregue com medo que só bile chegasse até minha garganta.
- Um vestido. Eu disse depois de tragar o liquido e me espantando como eu havia gasto bem minhas poucas moedas de cobre. Então acrescentei quando vi o olhar de intrigada que apareceu no rosto da mulher.
- Era de minha irmã mais nova. Inventei… – Ela morreu há algumas semanas enquanto viajávamos. Era o único pertence caro que ela tinha e me pediu que vendesse e fizesse bom uso do que adquirisse com isso. E realmente estou precisando de um cavalo.
- Entendo… A mulher disse com o cotovelo apoiado na mesa e a mão embaixo do queixo enquanto me observava de forma curiosa. Se ela não fosse tão feia até que a pose seria encantadora.
Normalmente inventar mentiras no máximo de plausíveis vinha fácil para mim. Viver trinta e cinco anos fugindo e tendo que dar explicações, sempre que alguém nota sua presença faz você se tornar habilidoso nisso. Mas sabia que minha estória tinha algumas falhas que eu estava pronta para manejar.
- Suponho devo acreditar então que realmente você não assaltou e matou esta donzela para roubar seu vestido? Mas você me diria se tivesse feito não? Perguntou a mulher com um sorriso genuíno no rosto. O mais incrível era que seus dentes não eram mais amarelados e sim brancos como mármore e simplesmente perfeitos.
Eu tentei olhar melhor para a mulher, meus olhos estavam se ajustando melhor a escuridão do recinto e o que me deixava atônita, era o fato da taberneira estar se modificando fisicamente em frente aos meus olhos, pois agora ela não era tão mais asquerosa como antes. Eu tentei entender o que eu estava vendo a minha frente. Eu sabia que existia varias criaturas que poderiam modificar sua aparência á seu bel prazer para se esconder ou até mesmo para capturar suas vitimas. O que eu tinha que descobrir e rápido era qual das hipóteses era, estava se escondendo ou caçando? E por que ela tirava o disfarce logo agora?

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